Assistente virtual “Alê” e novo portal digital fazem parte de um pacote de inovações que busca aproximar o cidadão do Poder Legislativo estadual
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso deu mais um passo na digitalização de seus serviços com o lançamento de ferramentas baseadas em inteligência artificial voltadas a facilitar o acesso da população à legislação estadual. Entre as novidades estão um novo portal, o sistema e-Normas e a assistente virtual batizada de “Alê”, que usa IA para responder perguntas sobre leis e orçamento público de forma simplificada. A iniciativa integra um movimento mais amplo de transformação digital dentro do Legislativo, que também inclui sistemas de gestão eletrônica de documentos capazes de reduzir o uso de papel e acelerar a tramitação de processos internos. Para os responsáveis pelo projeto, o objetivo central é tornar a atuação da Casa mais ágil e transparente, ao mesmo tempo em que aproxima o cidadão comum de informações que, até pouco tempo, exigiam pesquisas mais complexas.
Como funciona a assistente virtual Alê
A principal novidade do pacote é a assistente legislativa virtual, pensada para quem não tem familiaridade com termos técnicos ou com a estrutura da legislação estadual. Segundo a Assembleia, a assistente foi desenvolvida para auxiliar a população na consulta à legislação estadual, sendo treinada para interpretar perguntas feitas em linguagem natural, localizar informações na base legislativa da Assembleia e apresentar respostas de forma simplificada. Na prática, isso significa que um morador de qualquer município do Estado pode digitar uma dúvida da mesma forma que faria em uma conversa comum, sem precisar conhecer o número exato de uma lei ou o jargão jurídico usado nos textos oficiais. Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
O alcance da ferramenta também chama atenção pela amplitude dos temas que ela cobre. De acordo com a Casa, o cidadão pode obter informações sobre leis, orçamento estadual e diversos temas relacionados à legislação mato-grossense sem precisar realizar pesquisas complexas. Isso inclui, por exemplo, dúvidas sobre como determinado recurso público está sendo empregado ou sobre a tramitação de um projeto específico, informações que antes exigiam contato direto com servidores da Assembleia ou pesquisa manual em bases de dados menos amigáveis para quem não é da área jurídica. Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Investimentos em modernização vão além do atendimento ao cidadão
A transformação digital da ALMT não se limita ao atendimento externo. Internamente, a Casa também investiu em ferramentas que eliminam etapas burocráticas do próprio trâmite legislativo. Conforme divulgado, sistemas como Elegis e a gestão eletrônica de documentos eliminam o papel e aceleram a tramitação dos processos internos, o que tende a reduzir prazos que antes dependiam de deslocamento físico de documentos entre setores. Essa mudança de fluxo de trabalho costuma gerar economia de tempo e de recursos, já que menos etapas manuais significam menos espaço para atrasos e retrabalho. Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Para o gerente de Desenvolvimento de Sistemas da Secretaria de Tecnologia da Informação da ALMT, Alexandre Perotto, os investimentos em tecnologia têm um propósito bem definido dentro da instituição. Segundo ele, o principal objetivo dos investimentos em tecnologia é otimizar recursos públicos, acelerar procedimentos internos e oferecer serviços mais ágeis e acessíveis à sociedade. A fala resume a lógica por trás de boa parte das iniciativas de modernização em órgãos públicos brasileiros nos últimos anos, que buscam equilibrar redução de custos com melhoria na qualidade do atendimento prestado à população. Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
O que vem pela frente para a inteligência artificial na Assembleia
As mudanças em curso não param por aqui. A própria assistente virtual já tem uma nova versão em desenvolvimento, com promessas de ganhos significativos de desempenho. De acordo com a Secretaria de TI da Casa, a Secretaria já trabalha no desenvolvimento da versão 2.0 da ferramenta, que deverá oferecer respostas mais rápidas, maior precisão e uma experiência de interação semelhante a um chat, permitindo conversas mais fluidas entre o usuário e o sistema. Essa evolução sugere que a Assembleia pretende tratar a inteligência artificial não como um projeto pontual, mas como uma ferramenta em constante aperfeiçoamento, à medida que a tecnologia avança e novas demandas dos cidadãos surgem. Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
O movimento também precisa levar em conta questões de segurança de dados, especialmente por lidar com informações de orçamento público e legislação estadual. Segundo a Casa, a segurança da informação segue a Lei Geral de Proteção de Dados, protegendo os dados tratados pelos sistemas digitais da instituição. Esse cuidado é importante porque, à medida que mais serviços públicos migram para plataformas digitais e passam a usar inteligência artificial, cresce também a responsabilidade de garantir que informações sensíveis não fiquem expostas a riscos de vazamento ou uso indevido. Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
O caso da ALMT se soma a outras iniciativas em curso no Estado envolvendo tecnologia e inteligência artificial, incluindo discussões na própria Assembleia sobre programas de formação tecnológica voltados a jovens. O movimento reforça uma tendência que vem ganhando força em Mato Grosso, na qual o setor público busca usar ferramentas digitais não apenas para reduzir custos internos, mas também para tornar mais simples a relação entre cidadão e Estado. Se a promessa da versão 2.0 da assistente virtual se confirmar, a expectativa da Casa é que o acesso à informação legislativa fique ainda mais próximo do que já se pratica em aplicativos de conversa do dia a dia.