Marmitas do Sesc podem gerar economia de cerca de R$ 2,8 mil por ano para trabalhadores em Mato Grosso

Serena Bellieri
8 Min de leitura

Refeições custam R$ 12 para trabalhadores do comércio com Credencial Sesc; comparação apresentada pela entidade aponta redução de aproximadamente 50% nos gastos anuais com almoço

O custo da alimentação fora de casa pode representar uma parcela significativa do orçamento mensal dos trabalhadores. Em Mato Grosso, uma alternativa oferecida pelo Restaurante do Comerciário do Sesc-MT pode reduzir esse impacto: as marmitas comercializadas para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo com Credencial Sesc custam R$ 12, valor que pode representar uma economia próxima de R$ 2,8 mil ao longo de um ano.

A estimativa considera um trabalhador que compre 20 refeições por mês. Nesse cenário, o desembolso mensal seria de R$ 240, chegando a R$ 2.880 ao longo de 12 meses. Para estabelecer uma comparação, o Sesc-MT utilizou como referência o preço médio de R$ 24 por refeição apontado em pesquisa de 2025 da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT).

Com uma refeição de R$ 24 e o mesmo consumo de 20 almoços mensais, o gasto chegaria a R$ 480 por mês e R$ 5.760 por ano. A diferença entre os dois cenários é de R$ 2.880, equivalente a aproximadamente 50% de economia nas despesas consideradas pela comparação.

A alternativa ganha relevância principalmente para trabalhadores que precisam almoçar diariamente fora de casa. Além do preço, o Sesc-MT afirma que os cardápios são elaborados por nutricionistas e levam em consideração equilíbrio nutricional, variedade, adequação energética e aceitação do público.

Economia pode chegar a R$ 240 por mês

Na comparação utilizada pelo Sesc-MT, a diferença mensal entre as duas alternativas chega a R$ 240. Embora o resultado real varie de acordo com a quantidade de refeições adquiridas e com os preços encontrados por cada consumidor, a estimativa demonstra como uma redução aparentemente pequena no custo diário pode produzir impacto expressivo ao longo do ano.

Para quem trabalha presencialmente e precisa comprar almoço durante praticamente todos os dias úteis, alimentação passa a representar uma despesa recorrente. Ao multiplicar o valor individual de cada refeição pelas semanas e meses de trabalho, o impacto acumulado sobre o orçamento pode alcançar milhares de reais.

Um dos trabalhadores apresentados pelo Sesc-MT relatou que anteriormente gastava quase R$ 900 por mês almoçando em diferentes restaurantes devido à rotina profissional. Depois de conhecer as marmitas, passou a utilizá-las regularmente e afirmou ter conseguido reorganizar seus gastos.

Outro comerciário ouvido pela entidade estimou que sua economia chega a aproximadamente 60% quando compara o serviço com os preços praticados por estabelecimentos localizados na região onde trabalha. Os valores individuais, entretanto, dependem dos hábitos e alternativas utilizadas por cada consumidor.

Cardápios são planejados por nutricionistas

O preço mais baixo não significa que o planejamento nutricional seja deixado de lado. Segundo o Sesc-MT, os cardápios das marmitas são elaborados por nutricionistas e procuram combinar variedade, equilíbrio e adequação energética.

As preparações são organizadas para evitar repetições frequentes e alternar proteínas, acompanhamentos e formas de preparo durante a semana. A proposta é oferecer uma refeição adequada à rotina de quem precisa se alimentar durante o expediente sem depender diariamente de restaurantes convencionais.

O processo também envolve planejamento de compras e produção em escala. Controle de custos e redução de desperdícios estão entre as estratégias utilizadas para permitir que as refeições sejam comercializadas pelos valores definidos pela instituição.

O modelo de funcionamento do Sesc também contribui para os preços praticados. A instituição é financiada, entre outras fontes, pela contribuição compulsória das empresas do comércio de bens, serviços e turismo, equivalente a 1,5% da folha de pagamento.

Serviço registra forte crescimento na procura

A procura pelas refeições do Restaurante do Comerciário aumentou significativamente nos últimos anos. Dados divulgados pelo Sesc-MT em agosto mostram que somente a unidade de Cuiabá serviu 2.385.400 refeições entre 2021 e julho de 2026.

O número de refeições comercializadas passou de 105.520 em 2021 para 590.528 em 2025, crescimento de 459,6% no período. O ano passado registrou o maior volume da série apresentada pela instituição.

O movimento continuou em 2026. Somente entre janeiro e julho deste ano, foram comercializadas 312.066 marmitas, indicando manutenção da demanda pelo serviço.

O crescimento pode ser relacionado a diferentes fatores, incluindo preço, facilidade de retirada e busca por refeições prontas durante a jornada de trabalho. Para consumidores que utilizam o serviço regularmente, a diferença acumulada no orçamento se torna um dos principais atrativos.

Cuiabá concentra diferentes pontos de atendimento

Atualmente, o Sesc-MT mantém quatro unidades do Restaurante do Comerciário no estado. Em Cuiabá, o serviço está disponível na região da Avenida da Prainha, com ponto de entrega também no Sesc Arsenal, além do Sesc Balneário Dr. Meirelles.

Há atendimento também em Várzea Grande e Rondonópolis. Dessa forma, o serviço alcança trabalhadores de diferentes regiões e não fica restrito à capital mato-grossense.

O principal público é formado pelos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus familiares. Para esse grupo com Credencial Sesc, o valor informado atualmente é de R$ 12 por refeição.

O público geral também pode comprar as marmitas. Nesse caso, segundo os valores divulgados pelo Sesc-MT em 1º de setembro, cada refeição custa R$ 23.

Alimentação mais barata pode aliviar orçamento mensal

A diferença entre R$ 12 e os valores normalmente encontrados em refeições comerciais demonstra como a alimentação pode se tornar um ponto importante do planejamento financeiro de quem trabalha fora de casa.

Considerando exclusivamente o cenário utilizado no levantamento, um trabalhador que economize R$ 240 todos os meses acumularia R$ 2.880 ao final de um ano. O recurso que deixaria de ser destinado às refeições poderia ser direcionado para outras despesas ou objetivos financeiros.

O cálculo não significa, entretanto, que todos os usuários terão exatamente a mesma economia. O resultado depende do número de marmitas adquiridas, dos dias trabalhados presencialmente e principalmente do preço das refeições que seriam compradas como alternativa.

Ainda assim, os números divulgados pelo Sesc-MT mostram que a escolha do local onde o trabalhador realiza suas refeições pode produzir uma diferença relevante no orçamento. Em um cenário no qual alimentação é uma despesa praticamente diária para muitos profissionais, comparar preços e planejar os gastos pode representar centenas de reais de economia mensal e milhares de reais ao longo do ano.

Fonte:

Sesc-MT — Trabalhador do comércio pode economizar cerca de R$ 2,8 mil por ano

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